sexta-feira, 1 de maio de 2009

Oxalá te veja

Oquestrada - oxalá te veja ... muito bom mesmo ...

"tenho dores fechadas em caixinhas (...) oxalá te veja a meu lado ao pé de mim ..."





la roux - in for the kill ... mais uma excelente

"i'm going for the kill, I'm doing it for the thrill..." além de que dá que pensar, a letra ... ;)

Fica aqui a promessa de recomeçar a escrita ... miss it already ...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

primeiros erros...

hoje sinto-me assim...

Cabo Espichel ...

perdi-me pelo Cabo Espichel de mãos dadas com um sol maravilhoso e presa a um mar sem fim ... tudo isto na companhia das ruinas da alma ... "vai buscar" :P
(não sou profissional, mas tento...lol)



a porta para o infinito ...


luz ao fundo do tunel...




onde, em segredo, o mar namora a areia...




porque não são só pedras que fazem o caminho...



a beleza do abismo...


vista do meu castelo...




varanda do meu quarto...

o zelador...

Tara Perdida ...

ainda não vos contei que fui ver Tara Perdida ao coliseu e foi uma noite fantástica cheia de surpresas ... imaginem um concerto destes Senhores em que eles depois da actuação se despedem e as luzes se apagam ... pensando todos que iamos ser surpreendidos por mais uma música ... eis que volta a média luz e o concerto segue em nada mais nada menos que ... acustico.... perfeito mesmo, especialmente por que não foram apenas mais uma ou duas músicas...
Abençoados 14 anos ... :)

a minha favorita dos Senhores ... mas é claro que a "batata frita pala pala" será sempre um clássico.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

eu ...

... continuo a ler-te ...

é pra sambar???!!!...

Tira mesmo o pé do chão!

o amor cega-nos ...


o amor cega-nos ...


quando olhei para ti não pensei se eras baixo ou alto ... gordo ou magro ... o que fazias ... se tinhas borbulhas na cara ou não ... se daqui a uns anos ficarias careca ... se ... se ... se ... olhei apenas ... e senti aquele nervoso miudinho de quem se sentou à beira do precipicio pronto pra saltar sem saber se o paraquedas funciona ...


o amor cega-nos ...


no amor não pensamos muito ... talvez seja por isso que dizem que o amor é cego ... Tolda-nos a vista ... e deixamos de ponderar prós e contras ... e quando nos perguntam "o que viste nele?" somos capazes de ir aos promenores mais inocentes para justificar tal amor ...


o amor cega-nos ...


lembro-me do dia em que te vi pela primeira vez ... achei-te ... irresistivelmente tanso ... Ou um tanso irresistivel ... coisa que vim a comprovar 1 ano depois ... quando meteste conversa comigo na discoteca da moda ... Já "bebido", claro... Durante 1 ano pensei que tivesse sido mesmo o alcool que te neutralizou a vergonha e que te fez sair do teu estado de não meter conversa com as raparigas ... Mas o alcool só aflora a nossa personalidade ...


o amor cega-nos ...


dei por mim sem te controlar no meu pensamento ... Eis que me vem à cabeça o facto das moscas continuarem a ir em direcção à luz roxa ... mesmo que isso as mate ...


o amor cega-nos ...


um dia acordei contigo a meu lado ... a olhar fixamente para o postal que tinha na parede ... onde se lia "cada um tem o que merece" ... apenas me disseste "devo ter feito algo de muito bom pra te merecer ...


o amor cega-nos ...


vemos sempre o fim ... antes mesmo dele chegar ... O pior é mesmo quando não o vemos ... e mesmo assim ... ele chega ... Só aí nos apercebemos que há dores que doem tanto que acabam por deixar de ter os efeitos "passificos" que a dor tem ... o corpo habitua-se a ela ... e a alma é uma ferida aberta sem prazo para sarar ...


o amor cega-nos ...


"o problema era eu" ... constatações que se tiram quando alguem nos mexe nas "cartas de marear" e nos baralha a rota ... Mas nem sempre somos o problema ...


o amor cega-nos ...


e tu não me deixaste seguir ... Até agora ... E por me deixares ir é que eu sei que os passos que não consegui dar não era "fraqueza de pernas" ... e sim amarras tuas ... E mais uma vez dor ... Agora deixa-ma sentir por completo ... deixa-ma consumir completamente ... deixa-me desgasta-la e reduzi-la a memórias ... a aprendizagens ... Deixa-me ... Mesmo.


o amor não é cego ... mas o amor cega-nos ... e se às vezes o paraquedas funciona ... outras não ...



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

teimosias

"Tantas vezes, tantos dias
Por causa de temosia
Nós perdemos a vontade
De ouvir outra verdade
De deixar entrar o ar
Só pensando em acabar
Mesmo que fiquemos sós"
Xutos e Pontapés - Teimosias
só porque alguem resgatou esta música da minha memória e com ela compreendi que talvez a minha Mónica tenha razão ... talvez tenha metido mesmo na cabeça que nunca mais vou gostar de alguem ...
Não sei se isto é verdade ou não ... apesar da minha Mónica saber tudo, mas ... se for verdade, a minha teimosia nem sempre teima assim tanto ... e volta e meia é enganada pela saudade ...
... de uma forma ou de outra ... seja o que for ...

um dia, quando a ternura for a única regra da manhã

perfeito...
"um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei
entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela. e a luz
compreenderá a impossível compreensão do amor. um dia, quando
a chuva secar na memória, quando o inverno for tão distante,
quando o frio responder devagar como a voz arrastada de um velho,
estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da nossa janela.
sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa
minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi nem uma
palavra, nem o princípio de uma palavra, para não estragar a
perfeição da felicidade"

José Luís Peixoto
in "a criança em ruínas"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

músicas da minha vida ...


do filme "o amor está no ar" ... um dos que mais amei, em que "ela" sou tão eu... :) um filme perfeito e uma música ainda mais perfeita. (aqualung - brighter than sunshine)


só o inicio desta música é tudo ... incomparável! (rita redshoes - choose love)

domingo, 11 de janeiro de 2009

elogio ao amor ...

tão verdade...
"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e é mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?O amor é uma coisa, a vida é outra.O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar.O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessýria. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.O amor é uma coisa, a vida é outra.A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.Não se pode ceder. Não se pode resistir.A vida é uma coisa, o amor é outra.A vida dura a Vida inteira, o amor não.Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso

in a manner of speaking ...

deitados lado a lado ... sem nada dizer ... dizendo tudo ... olhos nos olhos ...