domingo, 13 de abril de 2008

morde-me o coração ....



"Hoje, quero que saibas que não te disse nada e quando te pedi para me morderes o coração era só para me certificar que ele existia no meu peito. Tu preferis-te beijar-me, nunca me mordeste e, assim, fiquei sem saber."
Morder-te o coração - Patrícia Reis (*muito bom!)






estou com um grave prolema ...


... acho que perdi todas as minhas capacidades de amar ...
... a independencia apoderou-se de mim ... e esta associada às várias desilusões amorosas enrigeceram-me as veias que levam e trazem o sangue do coração ...


... tenho saudades de sentir saudades ... sinto falta do pensar ... do associar uma música ... do esperar por uma msg ...


... lamento a quem desiludo ... talvez a ficha se tenha desligado ... Sei que o "beijarem-me o coração", hoje, provoca um formigueiro passageiro ... apenas ...


Resta-me esperar sem esperar ... sem pensar muito na questão ... com a certeza que o coração tem chaves que podem ser realmente perdidas ...



... talvez um dia alguem me volte a morder o coração ...
... e eu o sinta ...




quinta-feira, 10 de abril de 2008

um desejo realizado ...


e eis que 17 anos depois de ter dito "papa quando for grande quero ser da marinha" cá estou eu ... Amanhã será o primeiro dia de tantos dias por que esperei ... Orgulhosamente feliz ...

pontos ... e vírgulas ....

Saudade ... uma vírgula em vez de um ponto ...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

desisti mas n resisti ...

ontem passaste me ao lado ...

"Eu não sei quantas vezes te vais matar até eu cair
Eu não sei quantas vezes vais fugir para não voltar
Eu não sei qual das fugas iguais será excepção
E talvez um dia seja eu a largar a mão
Hoje vou-te querer roubar outra vez
Hoje vou-te querer provar outra vez
Vem viajar e ficando para depois... os dois...
E ninguém te vai prometer que é para sempre a paixão
E ninguém te vai jurar que é o fim da solidão
Mas eu não te sei apagar sem que possas entender:
o que o acaso nos mostrou a razão fez esquecer..."
os dois - Tiago Bettencourt

só nós dois ...

"Quando o amor acontece não pede licença ao mundo ... Anda, abraça-me, beija-me ... encosta teu peito ao meu ... esquece o que vai na rua ...vem ser minha e serei teu ..."

perfeito ...

(a original é de Nelson Gonçalves ... mas o "meu" Tiago dá lhe o brilho todo)

sábado, 5 de abril de 2008

se ao menos alguem soubesse o segredo ...

"I know I don't know you
But I want you so bad
(...)
Driving fast now
Don't think I know how to go slow
Where you at now
I feel around
There you are
Cool these engines
Calm these jets
I ask you how hot can it get
And as you wipe of beads of sweat
Slowly you say "I'm not there yet!""
Maroon 5 - secret

... e é tão simples ...
... está tudo aí ...
... sssshhhh

terça-feira, 1 de abril de 2008

das aves ...

A minha colega de blog Marta lembrou-me que era hoje o dia Internacional das Aves. Aqui fica também marcada a lembrança a esses seres sem par ... que passeiam por onde o homem apenas ... limitadamente ... chega ... céu.
Ganhemos asas à nossa maneira ... voemos por entre as nuvens da vida ... sejamos pássaros livres sem hora marcada e sem sonhos amordaçados ...

(imagem: "A Ave e o Vento" de DALVA AGNE LYNCH)

ter coragem ...


Desfiz num rasto de chuva
Que me invadiu por inteiro
E deslizou p’lo meu rosto,
Um quase sumo de uva
Um ébrio som, feiticeiro,
Que me embalava o desgosto.
Então amei sem medida
Este condão de chorar
A morte de uma ilusão.
Abri meus olhos à vida
Joguei as penas ao mar
Lavei o meu coração.
Desfiz as grades dos medos
De amar além da razão
De ser virtude ou pecado.
Irei cumprir meus segredos
Que a palma da minha mão
Tem muito sonho guardado.
Mafalda arnauth.

sexta-feira, 28 de março de 2008

o teu cheiro ...

"o cheiro é inconfundivel mesmo que seja com perfumes conhecidos o cheiro fica sempre no coraçao"
Jovi
porque a definição de amor estará sempre imcompleta ... tendo em conta a imensidão do sentimento e a forma como nos afecta todos os sentidos ...
.
( a mistura do calor da tua pele com o teu perfume ... mmm ...)
.

algo teu ...

E a mim importa-me que estejas a meu lado, enquanto o medo vai dançando à nossa volta
algo teu - Pluto


... porque não é de hoje ... nascemos há já muitos abraços, beijos, músicas, atrás ... mas, eu, na altura, estraguei tudo, como tão bem sei fazer... Era livre e quis continuar a sê-lo ... não deixei de colocar vírgulas no meu percurso, nem pontos finais nos meus textos inacabados ... Coloquei uma qualquer máscara para poder passar a fronteira sem ser reconhecida e consegui ... consegui, fugi, fugi, corri ... era plenamente livre. (para quê?! para quem?!) ... Apagas-te me de todas as memórias e seguiste, não poderia ter sido de outra forma ... E eu, bem eu ... conheci, sorri, chorei, fiz, sorri novamente, explorei, diverti, parti, deixei partir ... e voltei! ... Voltei sabendo que n era aceitável ... mas mm assim voltei ... Voltei com a máscara na mão ... e ao chegar a ti atirei-a para o chão, de nada valia ...
Hoje poderia usar outra máscara, uma que escondesse o que sinto, mas tu, que és da terra do mesmo vaso, reconhece-la-ias ... e de que vale usá-la se não consegue esconder os olhos que te gritam?!... Fazes me falta nessa tua confusão, nesse teu total de nós de oitos e de oitentas, de paz e de conflito, de céu e inferno, de verde e de carmin, de tudo e de nada ... e é dificil explicar te que essa tua confusão me equilibra ... que és tu e esse teu imenso mundo interior com quem me imagino a correr mundo, a fazer mil e uma viagens, a sair à rua de baixo ou ao outro lado do mundo, com quem me imagino a beber uma taça do mais requintado vinho ou uma imperial em copo de plástico, com quem me imagino de vestido cintado ou de calça rasgada, com quem me imagino em protesto constante ou deitada no teu ombro a segredar a cada canto do teu corpo que ele guarda a alma que me preenche, com quem me imagino na loucura e no desejo ou na paz e na harmonia ... dou por mim a desejar que feches os olhos e que lembres a quente humidade dos meus lábios e que sorrias com malícia porque gostaste ... e tu sentes o mesmo, sei-o ... E dá medo ... é condição humana ... não queremos sofrer, mas não desistimos dos nossos sonhos ... embora seja difícil quando não dependem apenas de nós, mas a piada está aí mesmo ... o que nós resta então? para já, nada! Para amanhã ... o que for ...

terça-feira, 25 de março de 2008

amor e chá ...



estava a fazer chá - ritual habitual - e apercebi me que o Amor é como o chá ... a àgua ferve, colocamos as folhas de chá, esperamos que abram e que a água se deixe conhecer pelo aroma até que ambos se fundam na perfeição ...
*
(Espaço Éden ... um pedacinho de paraíso em Setúbal ... onde se entra e é impossivel não esquecer as correrias e stresses do dia-a-dia ... onde o chá tem um sabor unico ... onde a paz impera ... e a arte é uma constante ... Experimentem ir!)

doce de tomate ...

porque às vezes sinto que não é sangue que me corre nas veias ... e sim doce de tomate e aroma a bolachinhas caseiras ...
... sou simples e complexa de tão simples ... sei que parei no tempo e gosto de guardar com carinho a criança que este corpo de mulher representa ...
... amante de desporto; de cinema; do meu gato Zorro; de surf; dos "meus"; do meu curso; do Meco; dos meus tenis verdes; de livros e mais livros até dos livros cor de rosa da Margarida Rebelo Pinto; de personalidades fortes; do Magnum Sandwich; de Salvador Dali e Miró; de campismo; de comida Italiana; de pisar folhas secas; de chá de principe; de viajar, viajar, viajar e viajar; de fábricas de borboletas no estômago; de cocegas no coração; de saudades boas; de bolachas de canela; do FCP; de Itália; de poemas; do cheiro do campo e de flores de laranjeira; do cheiro do café acabado de moer; de surpresas; de fotografia; de acreditar; do Espaço Éden; de gerberas e de umas flores pequeninas que nasciam no meu quintal; do Snoopy; de pôr a mão em sacos de feijões; do café Fugas Lusas; da minha avó Geninha; de ouvir Dona Maria, Goldfrapp, Ornatos, Gotan project, Ana Carolina e Adriana Calcanhoto, Orichas, The Metric, Jorge Palma, José González; da minha varanda; de Ice tea de limão, mas mais ainda de amarguinha com gelo e limão; da minha serra da Arrábida; que me escaldem a alma e incendeiem o corpo; de tirar os pés do chão; de dançar e dançar; de rir e sorrir; de não planear muito as fugas; de Isabel Allende; de palavras arrebatadoras e sentimentos desmedidos; de esquecer o relógio em férias; do céu cor-de-rosa no final de uma tarde de calor; de jantar fora; do André e da Andreia; de sentir a àgua quente do chuveiro nas costas e fechar os olhos; de "lutar por..."; de olhares diluidos; de folár à moda do norte; de me esconder e pregar partidas; do protector solar factor 15 da Piz Buin; de torradas com doce de tomate caseiro; de Lobo Antunes; das àrvores cheias de folhas e flores; de Neruda; de casas feitas de pedra; de José Luís Peixoto; de rebuçados no cabelo; de queijo amanteigado; de José Eduardo Agualusa; do cheiro da felicidade; de Tim Burton; de psicologia; de rodopiar no meu quarto; de ser diferente; da minha Pia; de pormenores; de cantar; de choco frito; de farinheira; da minha "irmã"; daquele ombro onde adormeço logu; de Garcia Marquez; de unhas vermelas e azuis; de finais felizes; de chocolate preto; dos colares e pulseiras que eu invento; de frontalidade; do discurso do silêncio; de caracois; de acordar e ter uma msg no tlm; de ficar atrapalhada e de atrapalhar; de ruas antigas com cadeiras à porta de casa; de um punhado de areia da praia a escorrer por entre os dedos; de Sophia de Mello Breyner; de prestar atenção a letras das musicas; de filmes que me deixam calada quando acabam; de pacotes de sonhos; da tradição; de olhos verdes e castanhos; de manga, figos, diospiroooss e laranja da Baia; de me eclipsar; de fado; de amareloooooo; da simplicidade; de passeios todo-o-terreno; de camarões grelhados molhados em maionese caseira; de motas; de frases filosóficas e ditados populares; das batatas fritas do Mac; do sol; da praia e da areia debaixo dos pés descalços ...

quarta-feira, 19 de março de 2008

esquina ...


- encontro te na esquina do largo. Aquela onde, por acidente, tropecei em ti ... e descobri que, até então, andava perdido...